Em uma frase: o SGI passou a registrar quando alguém abre o cadastro, o documento ou o dossiê de outra pessoa. Este aviso existe porque registro que ninguém sabe que existe é vigilância — e não é isso que estamos fazendo.
Por que isso foi criado
Em setembro de 2026 a APJ identificou uma falha no sistema que ficou aberta por 46 dias. Ao apurar, a empresa descobriu que não tinha como responder à pergunta mais básica: alguém acessou dado de empregado naquele período? O sistema simplesmente não guardava essa informação.
Sem esse registro, num próximo incidente a empresa teria duas opções ruins: dizer que nada aconteceu sem poder provar, ou avisar todo mundo por precaução. As duas erradas — e a segunda joga suspeita sobre pessoas que não fizeram nada.
O que é registrado
- Entrada no sistema, e tentativa de senha errada
- Troca de senha
- Tentativa de abrir algo sem permissão
- Abertura do cadastro ou dossiê de outra pessoa
- Download de documento de RH e de SMS
- Exportação de lista com dado pessoal
O que NÃO é registrado
- Nada da ouvidoria. O canal de denúncia continua anônimo, como está escrito no cartaz
- Suas conversas no chat
- Sua tela de ponto e sua jornada
- Seu próprio holerite, sua prova, seu comunicado
- Seu endereço de rede em uso comum
- Que horas você olhou uma lista
A hora, especificamente
Isto foi decidido de propósito e vale a pena entender. Quando alguém abre uma lista ou uma ficha, o sistema guarda só a data — nunca a hora. Se a mesma pessoa abrir a mesma ficha cinco vezes no dia, continua sendo uma linha no registro.
O motivo: para apurar um incidente basta saber que houve acesso naquele dia. Guardar a hora não melhora nada nessa apuração — mas transformaria o registro numa folha de ponto paralela, capaz de reconstruir a jornada de cada um minuto a minuto. Não é para isso que ele existe, e o sistema foi construído de forma a não conseguir fazer isso.
Hora completa só nos eventos de conta: entrar, errar a senha, trocar a senha. Aí a hora é o que distingue um erro de digitação de uma tentativa de invasão.
O compromisso da empresa
1. Este registro não será usado para avaliação de desempenho, medida disciplinar por produtividade, nem controle de jornada.
2. Não existe, e não será feita, tela de ranking — nada de "quem mais acessou". A consulta normal é por pessoa consultada, não por quem consultou.
3. Olhar o histórico de um operador específico exige motivo escrito e período declarado — e essa consulta também fica registrada, com o motivo. Quem audita é auditado.
4. Quem pode ler o registro: apenas o Encarregado de Dados e a direção. Mais ninguém, em nenhum papel.
5. O registro se apaga sozinho: 12 meses para eventos de conta, 6 meses para leituras. Não vira arquivo histórico de comportamento.
Isso muda alguma coisa no meu trabalho?
Quase nada. Uma mudança visível: na aba Efetivo, a lista deixou de mostrar CPF, RG, PIS, CTPS, salário e dados bancários por padrão. Eles continuam ali — basta marcar "Mostrar demais informações", ou abrir a ficha da pessoa.
Não é desconfiança de ninguém. É que esses dados de 267 pessoas não precisam trafegar para montar uma lista onde, na maior parte das vezes, se procura um nome.
E se eu abrir a ficha de alguém por engano?
Nada acontece. O registro serve para apurar incidente, não para pegar ninguém. Abrir cadastro é o trabalho de quem trabalha com cadastro.
Seus direitos sobre este registro
As linhas do registro são dados pessoais seus também. Você pode pedir ao Encarregado, a qualquer momento e sem justificar:
- Ver o que o registro tem sobre você
- Saber se alguém consultou o seu histórico, quando e com que motivo
- Contestar o uso que estiver sendo feito dele
| Encarregado de Dados | Rodrigo Ferreira dos Santos rodrigo.santos@apjpetro.com.br |
|---|---|
| Aviso completo | Aviso de Privacidade da APJ |